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Abr 20
2009

O espaço para o público em apresentações de cosplay

Posted by Vegecelo in Untagged 

Vegecelo
Por que tudo tem de ser tão desconfortável?
Hoje, o assunto é um já mencionado en passant em algum outro post meu, mas que realmente me incomoda: o espaço reservado ao público durante as apresentações de cosplay.

Se começarmos a análise pelos palcos, veremos que eles, assim como o espaço da plateia, são horrorosos, tanto quanto à estrutura geral, como, principalmente, quanto ao áudio. A diferença do palco para o espaço do público, porém, é: a regra do primeiro é ser ruim, mas há exceções, enquanto o segundo é sempre horrível.

Os palcos da Yamato, por exemplo, costumam ser bem acima da média, em espaço e no áudio. Só o simples fato de você conseguir entender o que está sendo dito nas caixas de som já coloca a Yamato à frente dos eventos de menor porte (para termos uma ideia do nível de mediocridade imperante). Porém, se nos focarmos na plateia, a constatação é triste: em eventos com milhares de pagantes, com caravanas de diversos locais do país, há meia dúzia de cadeirinhas de plástico debaixo de uma lona. Não dá para rolar nem uma dança das cadeiras! Isso sem contar a desagradabilidade de estarem todas as cadeiras no mesmo plano. Eu sou alto e ainda tenho uma boa visão do palco, mas imaginem os baixinhos! Vai sempre ter uma maldita cabeça (tipo a minha) na frente dos coitados.

O único evento do qual me lembro que tentou dar condições razoáveis ao público foi um Anime Park, no Marista, aqui no Rio. As apresentações foram num teatro e todos puderam ficar sentados, no ar condicionado, em poltronas macias. Espera. Eu disse todos? Ah, aí entra a parte catastrófica: além dos mil e um problemas daquele evento – e mil e um deve ser até um número baixo –, obviamente, não couberam todos os pagantes no recinto. E, como não podia fica gente em pé, quem não conseguia chegar a tempo, simplesmente não via as apresentações! Pagava por um ingresso que dava direito a tal, mas não podia vê-las.

Antigamente – ó, muito antigamente! –, quando os eventos eram pequeninos e havia o nostálgico Anime Center mensal na UERJ, todos cabiam confortavelmente naquele auditório de lá. Mas, como os tempos mudam, nem eu consigo pensar em algum lugar atual apropriado para dar conforto aos cosplayers e à plateia. Ao menos, não aqui no Rio. Mas é claro que não penso porque não me esforço e só quero deixar constatada a reclamação. O ruim é que, assim como eu, os organizadores também parecem não se esforçar muito.