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Cobertura Otacon
23-Out-2008
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Cobertura Otacon
Página 2

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Entre reclamações e elogios, a segunda edição da Otacon não deixou a desejar e agradou o público brasiliense!

Potencial. É o que resume a Otacon como um evento jovem, ainda com algumas falhas, mas que conseguiu divertir milhares de otakus nos dois dias de atividades.


Promovida pela Kamui Produções, a Otacon 2007 apareceu como um evento apagado, sem muita divulgação, que acabou coletando severas críticas e boatos. Ao contrário do que circula pelo meio otaku, a Otacon não surgiu a partir de uma briga entre organizadores do Kodama, e não tinha nenhuma pretensão em se tornar um concorrente ao já consagrado evento brasiliense; por esse mesmo motivo, foi decidido que a segunda edição seria feita em outubro, dando margem de tempo considerável entre os dois eventos.


A nova fórmula funcionou. Ainda incipiente, a Otacon não conseguiu mobilizar o mesmo público do Kodama, mas talvez tenha sido esse o motivo do seu sucesso. Com um porte muito menor, o Colégio La Salle acabou sendo o lugar perfeito, com plena capacidade para suportar as atividades principais que o evento exigia. Além do espaço agradável, do auditório que faria os maiores cosplayers brasileiros suspirarem e da quadra de esportes destinada aos estandes, o belíssimo palco montado na área do estacionamento surpreendeu pela grandiosidade.


Quem estava longe, acompanhando as salas de exibição, o matsuri dance ou a área free-play, podia parar para ver o que acontecia no outro lado do colégio, no palco principal. As TVs de plasma espalhadas pelo pátio principal foram bastante úteis nesse aspecto, e quando nada de relevante estava acontecendo, os otakus simplesmente podiam se sentar e assistir a animes ou AMVs.


O pequeno porte do evento agradou muita gente. Quem se lembra das queixas referentes ao Kodama entende perfeitamente porque muitos se sentiram em casa na Otacon: “Ah, isso me lembra quando o Kodama ainda acontecia no SESC, em Taguatinga! Era tão pequeno, com pouca gente, e tinha um clima tão gostoso! Todo mundo se conhecia!”, disse Ana Isabel, enquanto aproveitava a tarde, tirando inúmeras fotos e encontrando gente conhecida.


Aproveitar o dia, então, foi a expressão-chave da Otacon. Não faltou atividade pra quem quisesse se divertir. Além do free-play, outra área que fez bastante sucesso foi a quadra destinada aos brinquedos infláveis, além do popular touro mecânico. Para quem não queria ou não podia se aventurar no “parque de diversões” montado, as atividades do auditório era uma boa opção.


Talvez a única crítica que possa apagar um pouquinho do brilho do evento seja justamente em relação às atividades programadas para o auditório e para o palco principal. Quem tentou seguir a programação publicada no sítio oficial acabou se perdendo. Atividades previstas para 11 horas da manhã, como o show da banda Animystery, por exemplo, começaram por volta das 4 da tarde. A mesma coisa com o desfile cosplay, marcado para o período da manhã, mas que só ocorreu efetivamente à tarde. Isso leva a crer que, por se tratar de um evento recente, com staffs ainda pouco acostumados, talvez a organização tenha falhado em alguns aspectos. Foi comum, também, entrar e sair da sala guarda volume de cosplay feminino sem que nenhum staff visse.



Atualizado em ( 03-Nov-2008 )
 
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