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O evento poderia ter sido ótimo, se não fossem os enormes atrasos.
Domingo, aproximadamente dez horas da manhã. Apesar do frio, um sol tímido mostrava-se através das nuvens. Na porta do Fonseca Futebol Clube, já se formava uma pequena fila, que aumentaria devido ao atraso de uma hora na abertura dos portões, que se abriram ás onze horas. O Nitókyo realizou sua primeira edição neste domingo, dia 07, na cidade de Niterói, Rio de Janeiro. Com várias atrações programadas, o evento prometia um dia divertido, mas foi atravancado pelos diversos atrasos.
O espaço disponibilizado pelo clube era ótimo. Bem localizado, tinha opções de lanches próximos, como Habib's, e até um Prezunic. Ao entrar no evento, podia-se optar por ir em direção à quadra, passando por uma área onde havia mesas e o restaurante do clube aberto ao publico, além da área de alimentação do evento; ou por subir uma rampa que levava a uma espécie de terraço, onde estavam a batalha medieval (na área aberta), os games e o animekê.
O palco, localizado dentro do ginásio coberto, era alto e bem visível ao público (apesar da “passarela” que parecia não oferecer muita segurança, pois era muito estreita), já que ficava de frente para as arquibancadas. Atrás do palco, ficavam o guarda-volumes, as mesas de inscrições e a área cosplay, além de um amplo banheiro masculino – o feminino estava trancado. Ao redor do palco, contornando a quadra, diversos estandes exibiam seus produtos.
Os problemas, porém, começaram logo com as primeiras atrações. Os staffs responsáveis pelas inscrições não sabiam os horários dos concursos de cosplay nem do restante das atrações. A idéia dos organizadores (vale ressaltar, todos cosplayers) era intercalar no palco as diversas atrações e as três bandas programadas para se apresentarem ao público.
Quando finalmente conseguimos as informações da programação divulgadas no site do evento, notava-se logo a gritante diferença de cinco horas e meia entre as categorias Desfile e Tradicional do concurso de cosplay, o que faria com que participantes que quisessem concorrer nas duas categorias tivessem que ficar muitas horas com o cosplay.
O Desfile, marcado para as 12h30, começou com uma hora de atraso, o que, logicamente, acarretaria no atraso das demais categorias e atrações (apesar de uma delas ter sido cancelada – o talk show com a cosplayer Juliana “Asbelial”). O que os cosplayers não imaginavam é que a categoria Livre, programada para as 14h e adiada para as 15h30 devido aos atrasos, seria unida ao Tradicional, que começou depois das 19h30, quando estava programada para as 18h. “Passando à frente”, o palco foi ocupado pelo con curso Desfile Fashion (do qual falaremos mais à frente), seguido pelo concurso “Miss e Mister Otaku” e pelo show da banda Bakuhatsuu. Enquanto isso, os cosplayers esperavam; muitos desistiram e foram embora.
Após o concurso, as notas foram rapidamente calculadas, graças a ajuda de um laptop. A divulgação dos resultados, porém, foi interrompida na metade e a última banda da noite, a banda Animania (banda muito boa por sinal, mas que foi prejudicada pela falta de tempo), começou seu show. Questionados pelos cosplayers sobre o restante dos resultados, um dos organizadores disse que o restante dos prêmios seria distribuído após o show.
Devido mais uma vez à falta de tempo e aos cosplayers que moravam longe e precisavam ir embora, os prêmios restantes foram entregues informalmente, sem anúncio ou subida ao palco. Além disso, a única participante da categoria Desfile Fashion, no qual o concorrente deveria criar entre dois e cinco figurinos originais, com modelos que os desfilassem para os juízes, foi informada pelos organizadores de que não haveria premiação, e que o “concurso” era apenas mais uma atração do evento.
Só cabe aqui, no final desta matéria, lamentar: que um evento novo e que tinha tudo para dar certo tenha demonstrado toda esse desrespeito e falta de consideração com os cosplayers e o público. Esperamos que, nos próximos eventos, a organização seja mais consciente e tenha mais carinho e cuidado com quem vai prestigiá-los.
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