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Página 1 de 2 Confira a cobertura do segundo maior evento do NE e cujo prêmio era uma moto 0km!
No último fim de semana, dias 26 e 27 de julho, aconteceu, na Concha Acústica e no Centro de Convenções da UFPE, o SuperHeroCON 2008. A escolha do local seguiu a tradição, já que todas as últimas edições aconteceram lá; contudo, vista a estimativa de freqüentadores (na casa dos 12 mil, juntando os dois dias), e com a medida de fechar o evento a partir já a partir do hall de entrada do Centro de Convenções (nos outros anos, esta área permanecia aberta a todos), percebeu-se como o lugar começa a dar sinais de não comportar mais tanta gente. Vale salientar que o evento é o segundo maior do Nordeste, perdendo apenas para o SANA, de Fortaleza, e empatado com o SANA Fest.
A expectativa era grande. Na própria comunidade do evento no Orkut, os participantes comentavam como estavam ansiosos. Alguns até disseram que não conseguiriam dormir. Afinal, é o maior evento de todos, com mais atrações. É importante, então, salientar o absoluto sucesso de público que pôde ser visto. Nunca um evento em Recife tinha conseguido juntar tanta gente, e em termos de atrações, ele não deixou a desejar.
Como sempre, nos horários de exibição no teatro, deu-se uma ênfase maior do que o usual nos tokusatsus, mas também tiveram a preocupação de mostrar animes menos conhecidos, como Rosario + Vampire e Tengen Toppa Gurren Lagann. Tirando os atrasos, a programação correu bem, e durante a exibição dos AMVs o público vibrou bastante. Contudo, para aqueles a quem a programação do teatro não agradou, havia ainda outras duas salas de exibição.
A parte de games fez sucesso. A Extreme Fight Zone, que também esteve presente no Omake'08, deu show com Soul Calibur IV e Rock Band, inclusive contando com todos os instrumentos. Havia também uma área com DDR, Guitar Hero e mais alguns jogos de arcade; contudo, era paga. Ainda na parte de jogos, o LARP, no qual se encarna um guerreiro medieval, foi um sucesso absoluto: tendo três categorias distintas, a inscrição para as mesmas lotou muito antes de começarem, mesmo tendo-se que pagar uma módica quantia na inscrição. Quem chegou um pouco mais tarde, perdeu. Mesmo assim, quem não estivesse competindo podia ficar duelando em dupla gratuitamente.
A sala de animekê lotou, e o concurso foi bastante disputado. No entanto, a final não ocorreu no palco principal, o que causou estranheza em parte do público. Mesmo assim, isso não desanimou os finalistas, que deram um show. (Confira abaixo o resultado do concurso.) Durante o tempo que não estava tendo concurso, a sala permaneceu bem animada com o animekê livre.
Espalhados pelo hall de entrada do Centro de Convenções estavam os estandes. Lojas interestaduais marcaram presença, como a MangáK2, de Londrina, e a Hellayu, de São Paulo. Os freqüentadores sentiram falta de um estande da Yamato (parceira do SuperHeroCON), mas mesmo assim, os presentes não deixaram a desejar, tendo artigos que iam desde mangás até acessórios de moda Harajuku, passando por camisas e toucas.
Aconteceu algo inédito: no final de cada um dos dias, na Concha Acústica da UFPE, ocorreu uma tenda eletrônica na qual eram tocados sucessos de anime em versão remix. O sucesso foi indiscutÃvel, mesmo com a chuva torrencial que caiu no domingo. Os shows das bandas também ocorreram no mesmo local e levantaram muito todos os espectadores. Infelizmente, duas das quatro bandas foram marcadas para horários que chocavam com as apresentações de cosplay, embora depois esse horário tenha sido alterado.
Marcando presença estava um estande do Hakata, tradicional restaurante japonês, vendendo sushi e comida chinesa; contudo, infelizmente essa era a única opção disponÃvel. Quem quisesse comer algo diferente tinha que apelar para os carrinhos que havia do lado de fora do Centro de Convenções.
Todavia, os cosplays foram, literalmente, um show à parte. Com um número recorde de participantes e um nÃvel elevado, ocorreram apresentações em ambos os dias do evento, nas categorias Individual e Grupo, subdivididas em Tradicional e Livre. Os cosplayers nordestinos se superam a cada evento, e havia dezenas de cosplays maravilhosos, bem como apresentações criativas e emocionantes. Também foi um ano de clássicos: LionMan, Mortal Kombat, Jiraya e Final Fantasy VI, VII e VIII estavam presentes, entre outros. Nunca um evento em Recife contou com tanta variedade e primor nos cosplays.
No entanto, como nem tudo é um mar de rosas, problemas não faltaram. Primeiramente, o evento não abriu no horário certo, que estava marcado para 9h da manhã; no primeiro dia houve duas horas de atraso para a abertura. Quem chegou cedo, esperando pegar os estandes ainda "carregados" e as primeiras atrações, precisou esperar e ter paciência.
Muitos freqüentadores reclamaram da falta de segurança, pois atrás do estande do Hakata havia uma murada baixa, por cima da qual pularam alguns "trombadinhas" e tentaram roubar algumas pessoas que estavam próximas. Muita gente se queixou do "sumiço" de equipamentos como celulares e câmeras digitais, porém não há como saber se isso ocorreu por perda ou furto, e quem haveria furtado. O fato é que havia brechas na segurança, o que precisa ser revisto.
Houve problemas com as pulseiras: a do primeiro dia era branca, o que causou falsificação através de fotocópia; e a do dia seguinte era vermelha, e algumas pessoas só pintaram a pulseira do dia anterior. Além disso, por haverem fechado o evento já a partir do hall de entrada do Centro de Convenções, o mesmo ficou excessivamente abafado, em especial por conta da chuva. Quem estava com cosplay quente, sofreu.
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