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Macross estréia no cenário dos eventos de Cultura Pop Japonesa
O nome da mais nova empresa a entrar no saturado mercado de eventos de Cultura Pop Japonesa é forte: Macross. O Cosplay Brasil foi até a Macross conversar a respeito de sua proposta para este cenário. Composta por nomes muito conhecidos e queridos em nosso meio como Layla Camillo, Coordenadora de Cosplay na Yamato e agora Coordenadora Geral na Macross, e Peter Parker, fotógrafo do site Otaku Brasil, a Macross tem em seus horizontes propostas de mudanças na forma como os eventos de Cultura Pop Japonesa hoje são tratados no Brasil, promete também transformações no que diz respeito a nós, cosplayers.
A Macross tem como sócio investidor (aquele que entra com recursos financeiros), Takashi Tikasawa. Sim, o presidente da Yamato. Conversando conosco, Takashi, afirmou que a Macross foi criada para competir com a própria Yamato, empresa já consagrada no ramo cuja estrutura define desde 2.003 o formato dos eventos nesta área, no entanto, o que torna a Yamato um referencial na área é também seu ponto fraco, segundo Takashi. A estrutura da Yamato cresceu e vários vícios foram adquiridos, inovar dentro da própria empresa seria uma tarefa digna de realização por um Titã. Como em time que está ganhando não se mexe, a inovação teria que vir de uma estrutura completamente nova, enxuta e sem vícios. A Macross nasce disso, hoje relativamente próximas, inclusive tendo membros que atuam em ambas equipes. A tendência é que a jovem Macross afaste-se cada vez mais de sua "irmã mais velha", Yamato, na medida em que mostrar resultados e inovações.
Uma das propostas da Macross é organizar um conselho de observadores, figuras conhecidas (ou nem tanto) dentro do cenário dos Eventos de Cultura Pop Japonesa, que estivessem dispostos a cooperar apontando mudanças, caminhos a serem testados. Em outras palavras, a Macross está realmente disposta a ouvir representantes de seu público, entendendo que críticas são construtivas desde que sejam justificadas baseadas em observações. Já foram realizadas diversas reuniões onde os responsáveis por esta proposta ousada para nosso momento atual tomaram nota de tudo o que estes observadores consideram como ultrapassado e onde a Macross pode planejar inovações.
Em relação ao cosplay, assunto que mais nos interessa, a Macross formatou regras enxutas, poucas e eficazes. Pretende adotar o critério de julgamento aberto levando transparência a seus concursos de cosplay tendo como meta buscar o equilíbrio entre costume e play. Pretende trabalhar o glamour nos concursos de cosplay, não apenas através de uma boa premiação, planejam desenvolver uma galeria de vencedores. As inovações não param por aqui. Para incentivar os cosplayers a perderem o medo de competir a Macross planejou premiar não apenas os primeiros colocados, incluiu também premiações para as 5, 10, 15, 20 e 25 colocações. Não só em concurso de Cosplay se focaram, pretendem destinar também espaço em seu palco para uma categoria não competitiva envolvendo cosplay, voltada principalmente aos que desejam se apresentar, mas não querem participar de nenhuma competição. Parece que finalmente uma de nossas preces foi ouvida.
O EXPO FUN será o primeiro desafio da Macross. Acompanharemos de perto a execução deste evento que, segundo os organizadores, irá definir o "estilo" Macross de organização de concursos de cosplay em eventos voltados para a Cultura Pop Japonesa.
Escrito por Nuriko Riki
Revisado por Osiris Maru |