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CB - Quem é você (nome, onde mora, quantos anos tem e o que mais quiser dizer sobre você)?
Lucyana - Meu nome é Lucyana Reimão dos Santos, mais conhecida como Lucy ou com o nick Lucyxscully. Nasci e moro em São Paulo, e adoro essa cidade! Tenho 28 anos, mas apesar dos fios de cabelo branco, ainda me dão menos idade.
Mônica - Meu nome é Mônica Somenzari - o resto do nome não importa (risos) -, moro em São Paulo, capital, e tenho 20 anos.
CB - Você trabalha? Em quê?
Lucyana - Trabalho em uma empresa de engenharia, no setor de propostas, editorando e revisando. Também cuido da parte de marketing institucional com logotipos, anúncios, apresentações e qualquer outra necessidade diretamente relacionada com design.
Mônica - Eu estudo em tempo integral. Faço faculdade de Publicidade e Propaganda (só vou fazer para me tranferir para a faculdade de Cinema no semestre que vem). (Pera, ela já faz PP ou ainda vai começar?
CB - Você estuda? O quê?
Lucyana - Sou formada em Desenho Industrial com especialização em Projeto do Produto pela FAAP, e pós-graduada em Design Gráfico pela Belas Artes de São Paulo.
Mônica - Bom, eu pretendo cursar Cinema, para me especializar na parte de fotografia, porque eu adoro tirar fotos e tal, não só de pessoas, mas de paisagens também.
CB - Quais são seus hobbies?
Lucyana - Atualmente coleciono borrachas (sim, aquelas que apagam lápis) e faço cosplay.
Mônica - Esportes, jogar video game, fazer cosplay...
CB - Como a Mônica e você escolheram as personagens para a seletiva no CLC?
Lucyana - Quando fui pela primeira vez na casa da Juliana, o pessoal começou a jogar Rumble Roses. A Mônica, toda empolgada, foi derrotando uma a uma, e jogo de luta realmente não é meu forte. Ela estava muito decidida a fazer um grupo de cosplay com os personagens desse jogo e eu topei fazer a Aigle para participar do grupo. Depois de algumas tentativas pela vaga do WCS, decidimos usar nossos cosplays desse jogo e realizar uma apresentação para tentar a vaga do CLC. Já que ninguém mais havia feito os personagens para o grupo, decidimos realizar a apresentação em dupla, mesmo.
Mônica - A gente escolheu porque eu adoro Rumble Roses (é meu jogo preferido). Aí, ela fez a Aigle porque eu pedi. Fiquei tão feliz! Montamos uma apresentação totalmente desencanadas e foi muito legal, pois deu tudo certo.
CB - O que foi mais trabalhoso na confecção dos seus cosplays?
Lucyana - As pinturas, com certeza! Eu fiz todos os moldes no Coreldraw, no tamanho exato e proporcional à imagem que eu tinha da personagem. Ajustei ao tamanho real das meias e do casaquinho. O molde só serviu mesmo para marcar pontos de referência e tudo foi feito à mão, com tinta para tecido em tubo. O mais difícil foi manter as meias secando, porque elas escorregavam e todo o trabalho foi perdido duas vezes, mas, com calma, repintei e deu tudo certo.
Mônica - O meu cosplay demorou quatro meses para ficar pronto, acredite! Só o short e o bustiê, porque a bota, meu pai fez em dois dias! Cosplay pelado dá trabalho... (risos)
CB - Como foi a eliminatória no evento em que se classificaram? Estavam confiantes de que venceriam?
Lucyana - Na verdade, havíamos tentando a eliminatória no Anime Friends, mas infelizmente não conseguimos a vaga naquele evento. Fomos, então, um pouco mais desencanadas para consegui-la, mesmo porque sabíamos que havia mais duplas e que o nível das apresentações estava muito alto. Sem contar que quase não havíamos treinado a luta: ela foi montada meia hora antes da apresentação do Friends e ensaiamos umas cinco vezes antes da apresentação no Animecon.
Mônica - Foi bem legal. A gente fez a apresentação totalmente desencanada do reultado. Repetimos a apresentação do Anime Friends, só que com cenários. Tínhamos curtido a apresentação no AF e resolvemos fazer de novo no Animecon.
CB - O que acha sobre a participação do Brasil logo na primeira edição do CLC?
Lucyana - Acredito que seja uma boa chance de integração com outros países das Américas e uma ótima oportunidade para divulgar a qualidade dos cosplays do nosso país. O Brasil é um país repleto de cosplayers maravilhosos e talentosos, e cada chance de mostrar isso para o resto do mundo é muito importante!
CB - Aliás, o que acha dessa iniciativa da Venezuela?
Lucyana - Eu realmente me surpreendi que uma iniciativa dessas viesse da Venezuela. Não conheço os cosplayers desse país e não sabia que o hobby era tão importante por lá a ponto de eles criarem esse concurso. Acredito que seja uma chance para os países do Ocidente mostrarem seu grande potencial!
Mônica - Eu achei legal, porque ao invés de ter um concurso grande, agora tem dois. E isso melhora o nível dos cosplays do país, pois o povo vai melhorando para concorrer nesses concursos.
CB – Dois? Está excluindo a YCC do hall de concursos grandes?
Mônica - Ah, ele leva para a Argentina, não é? Então, são três. É que eu nunca me interessei em participar da YCC.
CB – Por quê?
Mônica - Não sou boa em apresentação individual. Aliás, acho minhas apresentações individuais horríveis.
CB - Essa aversão à YCC se dá por causa das apresentações individuais supostamente ruins ou devido à organizadora Yamato?
Mônica - Pelas apresentações ruins. Não tenho nada contra a Yamato.
CB - Você acha que esse concurso pode "fazer frente" ou "concorrência" ao já consagrado WCS?
Lucyana - Com certeza! São concursos, regras, organização, pontuação, etc. totalmente diferentes. É outro concurso de cosplay! Um concurso que, bem realizado, tem chances enormes de crescer a cada ano!
Mônica - Acho que não, pois cada um é diferente do outro. Um leva para o Japão, e o outro, para a Venezuela.
CB - Que você prefere: CLC, YCC ou WCS? Por quê? Se bem que para a Mônica, a melhor pergunta seria: WCS ou CLC?
Lucyana - Cada concurso tem suas próprias características, mas para mim, se é concurso de cosplay, então estou dentro! (risos) Gosto de competir, isso é um fato! Aquela ansiedade de terminar tudo para o concurso; imaginar o que agrada a mim, aos juízes e ao público, tanto com o cosplay, quanto em apresentação; a adrenalina de participar e competir; a emoção de ter feito o que tinha que fazer no palco e de receber aplausos... claro que a diversão é importante, mas saber que existe algo a mais me entusiasma muito!
Mônica - Pode colocar a YCC. Mas eu vou falar o WCS só porque eu já ganhei. (risos)
CB - Você tem motivação suficiente para concorrer a uma viagem para a Venezuela quando há, simultaneamente, um outro concurso que leva ao Japão?
Lucyana - Com certeza! Tanto faz se é na Venezuela, no Japão ou em qualquer outro país. Poderia ser na cidade de São Paulo mesmo que eu estaria completamente motivada a participar! O importante não é o local, mas tudo o que um concurso de cosplay significa para mim!
Mônica - Claro. Eu já fui duas vezes para o Japão, e ainda não fui nenhuma vez para a Venezuela.
CB - E se algum concurso te levasse para o Afeganistão? (risos)
Mônica - Opa! Aproveito e compro réplicas de armas lá para usar em cosplays! (risos)
CB - Que você pensa sobre não poder usar crossplay no CLC?
Lucyana - Sinceramente, não vejo motivos para se proibir o uso de crossplay em um concurso. Infelizmente, regras são regras, e como eu disse anteriormente, cada concurso tem suas características e regras próprias. Cabe ao cosplayer aceitá-las e participar... ou não! Eu não fico bem fazendo crossplay, pois tenho um rostinho mais redondo... prefiro cosplay de menina mesmo (risos). E, de preferência, rosa!
Mônica - Para mim, é indiferente, já que eu não faço crossplay.
CB - Você e sua dupla optaram por personagens com poucas roupas. Pergunta básica: cosplay pelado ajuda ou não necessariamente?
Lucyana - Cosplay pelado é bom só no calor! Com esse cosplay, fiquei o tempo todo da apresentação pensando: "querida alcinha do sutiã, não me faça ficar pelada diante de todo esse público e não estoure jamais!" (risos). Eu me preocupava se estava aparecendo muito, se estava bom; sabe como são as mulheres, né? Só ajuda em uma coisa: facilita os movimentos, pois não tem tecido para limitar aqui ou ali. Dá um pouco de vergonha, também, mas nada que não seja superado. Tínhamos até certo receio que, por ser um cosplay mais desnudo, não fôssemos alcançar uma nota melhor, já que o cosplay é 50% da nota final.
Mônica - Ah, acho que nem ajuda nem atrapalha. É um cosplay normal, como qualquer outro.
CB - O apelo masculino vindo da platéia não ajuda?
Mônica - Acho que não. Para falar a verdade, eu nunca escuto o que o povo grita.
CB - Quais as suas expectativas para a final nacional do CLC?
Lucyana - Eu e a Mônica queremos fazer nosso melhor! Independentemente de quem estiver lá, de quem for julgar, ou do prêmio final. Queremos muito ir para a final na Venezuela e faremos de tudo para conseguir. Claro que existem outras duplas, algumas que eu ainda desconheço, mas já dá para ter uma idéia do que pode acontecer. Chances nós temos, por tudo que já fizemos no meio cosplay. E a maioria nos conhece e sabe de nossa versatilidade com personagens e apresentações, uma bem diferente da outra e sempre garantindo criatividade! Só espero não ter dor de barriga antes das apresentações... de novo. (risos)
Mônica - São muito boas. Eu e a Lu estamos frenéticas com a nossa apresentação, os cenários e cosplays, e vamos fazer o melhor possível para uma apresentação impecável.
CB - Alguma prévia para a galera?
Mônica - Melhor deixar na surpresa. Mas a galera vai gostar, com certeza!
CB - Como você vê a participação da Yamato na organização desse concurso?
Lucyana - A Yamato é uma empresa consagrada com eventos de anime e concursos de cosplay. Isso contribui para um maior crescimento do segmento. Eles já têm algumas regras bem detalhadas que utilizam nos concursos nacionais e que podem enriquecer o concurso internacional. Ela já tem grande experiência, então só vejo o lado positivo dessa participação.
Mônica - Estou achando boa.
CB - Vocês já têm algum plano para os cosplays que usarão na final nacional? Ou é segredo ainda?
Lucyana - Já temos os cosplays decididos e metade de tudo já está pronto! Faltam alguns detalhes que vamos acrescentar, e terminar o roteiro das apresentações. As idéias já estão nas nossas cabeças, e cada vez que eu e a Mônica almoçamos juntas, temos algo a mais para acrescentar. Estamos bem frenéticas e felizes, mas ainda não podemos dizer o que faremos na final. (risos)
CB - Muito se fala em politicagem nos resultados do WCS. O que você pensa sobre esse assunto, tanto no WCS quanto no recém-criado CLC?
Lucyana - Se eu falar que existiu politicagem, irão me chamar de má perdedora, pois não consegui, juntamente com a Mônica, uma vaga para a final brasileira do WCS. Realmente, não conheço tão bem quem julgou as eliminatórias para saber quais critérios "reais" foram usados. Em minha opinião, o que falta no WCS são regras mais claras e, também, há regras que não deveriam existir, como é o caso de proibição disso e daquilo. Sobre os resultados, já deixei bem claro em um post anterior no meu fotolog que não tinha muitas duplas boas classificadas no WCS!
Mônica - Eu acho que ganha o melhor. Não tem nada de política. Isso é desculpa de mau perdedor. Se fosse política, o Brasil não teria ganhado duas vezes o WCS.
CB - Você achou justo, então, não ter se classificado para a final brasileira do WCS desse ano?
Mônica - Eu estou falando do WCS no Japão. Você nem imagina o que eu acho do WCS no Brasil.
CB - Por quê? O que você acha do WCS no Brasil?
Mônica - Deixa quieto esse assunto...
CB - Tem certeza?
Mônica - Sim. Melhor deixar quieto.
CB - Você confia que quem vencerá no CLC será realmente a melhor dupla?
Lucyana - Sinceramente não tem como saber! Concursos de cosplay são uma caixinha de surpresas. Pode acontecer de alguém surpreender os juízes na final brasileira, mas na final na Venezuela, não conseguir surpreender da mesma forma, assim como pode ocorrer de a dupla vitoriosa não ter cosplay de anime/mangá ou jogo para se apresentar na final, pois ganhou com algo diferente, permitido na final brasileira.
Mônica - Claro. Você achou que eu ia falar que não? (risos)
CB - Houve boatos que diziam que o WCS substituiria seu modelo de duplas por trios a partir de 2009 ou 2010. Você prefere dupla ou trio? Por quê?
Lucyana - Prefiro dupla! Definitivamente, dupla! Já é muito difícil você conseguir se entrosar com uma pessoa, imagine com duas! Eu e a Mônica nos entrosamos de cara, mas não foi assim com outras pessoas que conheci. Idéias que não batem, objetivos diferentes. Claro que, se mudar, irei me adaptar para participar.
Mônica - A cada cinco anos, o WCS tem um especial, que é em trio e individual. Para mim, tanto faz dupla ou trio, porque eu gosto de concorrer em grupo. Eu nem curto muito apresentação individual.
CB - Deixe um recado para as pessoas que leram essa entrevista.
Lucyana - Espero que vocês assistam à final da etapa brasileira do CLC, curtam as apresentações e torçam por mim e pela Mônica! (risos)
Mônica - Obrigada a todos que leram. E não percam a final do CLC, que vai ser um show! |