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Página 1 de 2 Raissa Moraes, 16 anos, estudante do ensino médio, e Poliana Xenofonte, 23 anos, estudante de medicina veterinária, foram as vencedoras da eliminatória do WCS que aconteceu no AnimePan, em Recife, e assim conquistaram uma vaga para a grande final do WCS Etapa JBC Brasil 2008.
Acompanhe abaixo a inusitada, engraçada e espontânea entrevista com essas duas maravilhosas garotas que com certeza vão conquistar vocês.
CB - Como vocês se conheceram e como ficaram amigas?
Poli - A gente se conheceu em um evento, mas ficamos amigas mesmo por culpa do Lanlan! (risos)
Rai - Pois é... quando menos percebi, ela se tornou uma das minhas melhores amigas.
CB - Qual foi o evento, vocês se lembram?
Poli - Ela é muito fofinha, e a gente foi parar no mesmo grupo de cosplay.
Rai - Foi no SuperheroCon de 2006. A gente entrou em um grupo de Cosplay e começou a conviver muito, viramos amigas logo depois, foi tudo muito rápido. Os ensaios eram muito engraçados, quase perdi meu olho! (risos)
CB - Como foi a seletiva que ganharam?
Poli - O evento, eu não sei muito bem, senti que se saísse do camarim, minha maquiagem iria derreter...
Dos participantes, foram quatro duplas apenas, eu achava que iriam vir mais.
A gente competiu com nosso onii-chan, o Lanlan, e foi muito bom.
Rai - Idem, a gente passou o evento inteiro se arrumando. Foi muito bom, mesmo, todo mundo se ajudando, foi lindo!
Poli - Ah, e eu tive pena do Fay (com as asas enormes), e adorei a Erica e a Vanessa. Elas nem brigaram com a gente, apesar da bagunça que fizemos no camarim. Os cosplayers no AnimePan foram bem tratados, e teve mesas e cadeiras para a gente atolar com nossas tranqueiras.
Rai - (risos) Elas são super legais, adoro elas! Bem, pelo menos a nossa bagunça foi menos que a do Lanlan. (risos)
No camarim tinha chocolatinhos, adorei! E teve refrigerante também.
CB - E do concurso em si, das apresentações, vocês gostaram?
Poli - Eu gostei, só não do retorno do som e do buraco em que a Rai caiu! (risos)
Rai - Ninguém ouviu minha voz na gravação da apresentação... E eu caí em um buraco no palco, meu pé ficou atolado até a canela e ainda teve gente que pensou que fazia parte da nossa apresentação, mas tudo bem.
CB - Quais as expectativas de vocês para a final?
Poli - Olha, tudo que tinha que dar errado já deu, então agora é aproveitar! Trágica lei de Murphy... (risos)
Claro que ganhar é um sonho, mas a gente vai mais pela diversão do que qualquer outra coisa.
Raí - Aí a lei de Murphy...
Espero fazer novos amigos e aproveitar bastante!
CB- Falta só 2 semanas, como estão os nervos?
Poli - Para sermos sinceras, ainda não gravamos o áudio. Some esse fator determinante aos nervos em crise... fora minha monografia... tenho provas essa semana, pergunta se estudei! (risos)
Rai - Fora as minhas provas, estou subindo pelas paredes!
CB - Essa pergunta agora não se baseia em vencer o WCS, mas sim no sonho de conhecer o Japão. O que vocês mais têm vontade de conhecer nesse país?
Rai - Hmmmm... Preparando a lista:
Monte Fuji, uma árvore de sakura, a Torre de Tokyo, a própria Tokyo, os estúdios Clamp, conhecer os meus mangakás favoritos, conhecer as meninas do Buono! e comprar trequinhos japoneses muito fofos. Ah, também quero ir a um templo.
Poli - Naoko Takeuchi, os estúdios Clamp, a réplica do navio do One Piece (o Thousand Sunny). Eu também queria jogar pétalas de sakura de cima da Torre de Tokyo durante uma noite de lua cheia e tirar uma foto contra o luar (sakura for life!).
Ah, eu também queria conhecer algumas bandas de JE e o Buono!, é claro.
CB - Para muitos, o WCS é o melhor concurso, não só por levar ao Japão, mas também por poder concorrer em dupla. Qual a opinião de vocês sobre isso?
Raí - Hm, eu concordo, porque sou péssima em apresentação individual, e duas cabeças pensam melhor do que uma. Ah, e o tempo poderia ser mais, três minutos não dá para fazer algo muito elaborado. Cinco minutos estaria de bom tamanho.
Poli - Eu acho bons os dois quesitos, mas, por outro lado, também acho ruim, pelo menos na parte de ser em dupla. Eu queria que fosse em trios... sei lá, tem apresentação que não rola com duas pessoas, assim como tem várias outras que com uma só não dá.
E peraí, Rai, daí a platéia dorme com muito tempo. Se bem que cinco minutos seria bom. (risos)
CB - Justamente por ser em dupla, a apresentação exige um pouco mais de ensaios. Como encaixam isso em seus cotidianos?
Poli - Ah, tipo, fim de semana. Eu forço ela a estudar em horários apertados para poder combinar as coisas do cosplay nos fins de semana.
Rai - Justamente, e quando eu estou com o áudio, fico ouvindo direto a fim de pegar o tempo e decorar as falas para ficar mais real (tanto que ainda tenho boa parte da apresentação na cabeça).
CB - Vocês fazem tudo nos finais de semana? Até compras e ensaios?
Rai - Apesar de eu ser da VASP, o meu horário é bem apertado: segunda e quarta, aula o dia todo; quinta, aula de inglês; e sexta, psicóloga.
Ter que dormir super tarde e acordar bem cedo, para quem tem costume de dormir 12h nos finais de semana, é difícil...
Poli - A compras eu tenho mais acesso, porque meu estágio é no centro da cidade. Ensaios ficam exclusivamente para os finais de semanas, e combinar as coisas às vezes fica assim, por MSN. Pro AnimePan, por vezes dormi na casa da Rai e ela dormiu aqui, para arrumarmos tudo o quanto antes. Apresentação e cenário estavam prontos com uns dois meses de antecedência, porque a gente sabia que não ia dar tempo.
CB - Como vocês acham que está o cenário cosplay da sua cidade?
Poli - Se eu comparar com uns cinco anos atrás... hoje em dia tem muito mais cosplayers, cresceu mais que o dobro, até, eu diria. Tem muita gente que faz pra curtir, daí mesmo que não fique excelente, o pessoal já acha muito bom... então vale muito a pena. E acho até que um dia diminuirá o numero de ninjas de Konoha em eventos, tenho fé. (risos)
Rai - Acho que cresceu muito mais que o triplo. Lembro que há cinco anos, no máximo, dez pessoas faziam cosplay.
Falando em ninjas... já vi evento que parecia o centro da cidade de Konoha!
Poli - Em questão de nível, tem os surpreendentemente excelentes e tem os surpreendentemente mal feitos... mas, sei lá, é melhor do que não ter, porque se fez errado dessa vez, faz melhor na próxima.
Agora quanto à repercussão, eu acho que é muito, mas muito pouca. O público é uma coisa muito singular de se falar. Se um menino sobe no palco e interpreta o personagem como deve ser, é tachado de gay, é vaiado, atrapalham a apresentação até. Se for uma menina como a maioria dos mangás de colegiais, eles gritam para mostrar a calcinha etc. Se o escolhido do público não ganhar, eles xingam, gritam, dizem que foi roubo e não deixam o apresentador dar os parabéns. Atrapalham mesmo, e por aqui acontece muito da escolha do púnlico não ser o vencedor... daí já viu, né?
Rai - Eu já fui uma surpreendentemente feia, até um ano atrás... mas mudei.
Bem, em relação ao público, acho que depende do cosplayer que se apresenta... porque o público quer os animes de que eles gostam, e não os mais elaborados.
CB - Como decidiram quais cosplays usar? Como foi o processo criativo da apresentação vencedora de vocês?
Rai - (risos) Essa eu deixo a Poli responder! (risos)
Poli - Ai, acredite ou não, estávamos à mesa, divagando sobre não termos dupla, daí a gente chegou à conclusão de que estávamos as duas sem dupla... 1+1=2! Aí a Rai perguntou “mas qual cosplay?”. Foi mais ou menos assim:
*Rai: Eu estou sem dupla.
*Eu: Eu também.
*Rai: ‘Bora fazer uma dupla?
*Eu: ‘Bora, ué.
*Rai: Qual cosplay?
*Eu: Tu vais de Belial, e eu, de Kurai.
FIM! E viveram felizes para sempre. (risos)
Rai - A dupla mais despreocupada de todas.
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