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Amanda Calazans, mais conhecida no meio cosplay como "Angeliel", é cake designer, tem 23 anos e levou a penúltima vaga para a final do YCC num empate e sorteio emocionantes. Vamos conhecer um pouco mais sobre ela.
CB - Como foi que conheceu a arte cosplay e a partir de que momento decidiu tornar-se cosplayer?
Amanda - Nossa, conheci cosplay em 2001, no AnimeCon, primeiro evento a que fui. Mas só fiz meu primeiro cosplay em 2005, quando minha amiga Juliana "Asbelial" me incentivou. Costurei meu primeiro cosplay à mão e era uma personagem de um anime que ninguém conhecia, mas me diverti muito.
CB - O que mais a atrai no hobby?
Amanda - Desde quando comecei fiz muitos amigos. Além disso, sempre fui muito tímida, mas com cosplay me solto mais, além de adorar costurar e aprender a fazer os acessórios, cenários. A única coisa ruim de cosplay é a competição, não sou muito chegada a disputas.
CB - Ganhar a vaga tão perto da final pode ser bom e ruim ao mesmo tempo. Qual a vantagem ou desvantagem de ganhar a vaga nessa situação?
Amanda - Não sei se tem alguma vantagem (risos). Tenho muitas coisas para fazer antes de viajar, e é tudo muito corrido. É mais difícil quando você não tem noção do que fazer, mas eu, desde o ano passado, quando tentei a vaga, já sabia o que iria fazer, portanto não é tão complicado.
CB - Descreva para nós como foi o processo de criação do seu "cosplay vencedor".
Amanda - Creio que a Grizabella foi o coslay mais rápido que já fiz: decidi executá-lo em setembro e o fiz em dezembro. A parte mais complicada foi achar os tecidos para usar, já que não há, no Brasil, a mesma disponibilidade que nos EUA, e a produção do musical passou uma lista impossível de se achar aqui. Tive que adaptar muitos tecidos, como a pelúcia do casaco, pois o mesmo foi feito especialmente para Elaine Paige (atriz que interpreta a personagem no musical). A maquiagem também foi complicada, pois eles usam produtos caríssimos e nós não temos tanta verba quando a Broadway (risos). Eu e minha mãe quebramos muito a cabeça para fazer o casaco e as polainas, pintamos meias, luvas... foi bastante complexo, mas o resultado me satisfez, e a emoção de ver o público aplaudir, alguns até chorarem, é a melhor parte desse cosplay.
CB - Qual sua opinião sobre o tratamento que os eventos vêm dando aos cosplayers? Acha que só melhorou devido a esses concursos de âmbito nacional/internacional?
Amanda - Depende do concurso e depende do evento. Aqui no Rio os concursos têm estado mais interessados em fazer competições maiores, como "circuitos". Talvez isso seja bom, mas ainda é muito cedo e recente para saber.
CB - Tanto ano passado quanto esse ano você empatou com alguém na final; porém, ano passado você perdeu no sorteio, e esse ano ganhou. Qual a sensação?
Amanda - É muito bom, foi extremamente emocionante. Esse ano poderei pôr em prática o sonho que tanto quis e planejei desde o ano passado, espero conseguir apenas fazer bonito.
CB - Você e seu parceiro acabaram não tendo uma colocação muito boa no WCS. Quais suas expectativas para o YCC? Espera obter um resultado melhor?
Amanda - Eu apenas espero fazer uma boa apresentação. Se eu conseguir emocionar as pessoas e se eu tiver certeza de que dei o meu melhor, vou ficar feliz; afinal, ganhar não é tudo...
CB - Com a crescente divulgação do cosplay, muitos novos adeptos estão surgindo a cada dia. O que pode dizer a eles?
Amanda - Eu sou muito perfeccionista, pra mim fazer cosplay é uma arte, mas eu só digo para aqueles que querem começar ou que estão começando que corram atrás dos seus sonhos, se divirtam, e se o objetivo é trazer o personagem para o mundo real, façam o seu melhor.
CB - Deixe um recado para todos que acompanharam essa entrevista.
Amanda - Não esqueçam que cosplay é diversão, que a melhor parte de tudo é fazer amigos, rir e se divertir.
Revisão por Isabel Ferreira "Miyazawa" |