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Home seta Universo Cosplay seta Entrevista com Vitor "Jester Mor"
Entrevista com Vitor "Jester Mor"
Escrito por Juliana "Duo chan"   
11-Abr-2008

Entrevista com o cosplayer Vitor "Jester Mor".

 

L
utador de kung-fu, ex-garçom, futuro nutricionista, cosplayer e tantas outras coisas. Certamente que Vitor Mateus Castro “Jester Mor”, 23, não é de ficar parado. Nessa entrevista ele conta de tudo um pouco. Como começou sua vida no mundo otaku, sua relação com cosplay, concursos e seu grupo de teatro, o Cosplay4Fun.
 
 
 
 
 
CB - Além do cosplay, tem outros hobbies? Quais?
Vitor - Sim, tenho, claro, gosto muito de bonequinhos estilo gashapon/action figures e afins. Também gosto muito de jogar video-game, ouvir música, cozinhar, artes marciais... bom, acho que tem mais, mas não me recordo agora!

CB - Quando e como entrou em contato com o anime/mangá? E com o cosplay?
Vitor - Entrei nesse "meio" em 2001, assim, "por cima", porém em 2002 concretizei isso indo ao meu primeiro evento com cosplay de um personagem que na época eu adorava demais: o Ryuji Yamazaki do jogo The King of Fighters. Sim, eu sei que não tenho nada a ver com ele, mas eu gostava muito do personagem e fiz do mesmo jeito. (risos)

CB - De todos os seus cosplays, qual é o seu favorito?
Vitor - Nossa, essa foi uma pergunta realmente desleal! (risos) Olha, eu realmente não sei dizer; acho que, por tantos momentos bons, assim, "de primeira"... eu diria o Flash, porque sou fã dele desde pequeno, desde que eu assistia à Super Amigos e ao seriado. Porém, há também outros com quais tive ótimas lembraças e me senti muito bem usando mas, pra mim, que me apego muito ao personagem, para aí então fazer o cosplay, fica difícil dizer mesmo dizer com toda a certeza. (risos)

CB - Muitos de seus cosplays são da série de games “Castlevania”. Algum motivo para essa preferência? (Gostar do game não conta, risos)
Vitor - Olha, fora praticamente adorar o jogo, eu curtia, quando pequeno, meu irmão jogando, e lia em revistas ou até via em programas de TV. Então, desde 2004, essa fascinação aumentou ainda mais quando fui pesquisando as coisas pro meu cosplay de Richter Belmont. Li muito das tramas e cronologias; desde então, a paixão só aumentou, e resolvi mesmo ter isso como caraterística no meu perfil cosplay. Claro, podem esperar que ainda virão mais!

CB - Qual seu critério para escolher seus cosplays?
Vitor - Hmm... acho que algo que vem como um "brilho" na minha mente, ou alguma sugestão de outra pessoa, ou o anime ou jogo que atualmente estou jogando, ou algo que marcou minha vida e me vejo na possibilidade de realizar. Então pesquiso muito sobre o personagem para ver se é isso mesmo, e quase sempre me interesso ainda mais. Aí, sim, faço o cosplay. Até mesmo, em alguns casos (como já aconteceram algumas vezes), eu fiz porque era fã MESMO desde pequeno e surgiu a oportunidade de fazê-lo.

CB - Qual deles foi o mais simples e qual deles deu mais trabalho para fazer?
Vitor - O mais simples? Hmm, acho que foi o John Constantine que usei no Cosplaycon 2006 com a Si (Simone “Simulation One”). Foi basicamente um cosplay de armário! O que deu mais trabalho, com certeza, foi o Maxim Kischine, do Castlevania Harmony of Dissonance. Foi o mais complexo que eu fiz até então, deu muitos problemas com a bota, entre outras coisas...

CB - Como se sente com a conquista da vaga na final da YCC?
Vitor - Nossa, nem acredito ainda! Eu me sinto com aquela sensação de dever cumprido, muito feliz mesmo, tanto que chorei muito na premiação! Senti que havia tirado um peso enorme das costas, sinto que consegui evoluir muito como cosplayer e me sinto honrado estando entre os melhores do Brasil. Digo isso porque a vaga é muito difícil de se conseguir, pelo menos aqui no estado de São Paulo... mas não desisti.

CB - Quais são seus planos, tendo em vista essa conquista?
Vitor - Meus planos são curtir muito as atividades, os amigos que encontrarei, as amizades novas que farei e ir àquele palco e dar o máximo de mim com um cosplay e uma apresentação para me divertir e deixar todos orgulhosos.

CB - Sente que a conquista da vaga ter sido com o uso de um cosplay, em grande parte, emprestado (da Simone), inclusive usado no YCC Internacional, muda alguma coisa ou pode gerar comentários desagradáveis?
Vitor - Inicialmente, eu que faria esse cosplay, mas a Si gostou tanto do personagem e do jogo, assim como eu gostei tanto do Maxim (parceiro de Juste Belmont no jogo), que juntamente com nossa amiga Isabel (Belfas), do RJ, resolvemos montar um grupo. Então surgiu a sugestão da própria Si, em meados do Party, para eu usar o cosplay dela, já que eu estava sem tempo nem dinheiro para montar algo mais espetacular, além da minha espada do Maxim estar em reforma. Como sou fã de Castlevania (e todo mundo sabe disso), resolvi usar e adaptar o cosplay, pois muitas coisas não serviam em mim: tive que fazer uma bota só para mim, assim como a calça e as luvas. Para mim não muda nada, continuo sendo fã do jogo; eu que subi no palco, algumas das idéias da apresentação foram minhas também... além do mais, eu batalho por essa vaga faz algum tempo, já, sinto-a como um mérito meu acima de tudo. Sobre comentários desagradáveis, espero ouvi-los pessoalmente para expressar também minha opinião!

CB - Qual sua opinião a respeito dos grandes concursos como o WCS e o YCC?
Vitor - Bom, sobre o WCS (do qual já participei apenas das eliminatórias), vendo comentários e tudo mais, eu acredito que há uma grande jogada de marketing e não acho que seja o "sonho" de todo cosplayer; a viagem pode ser, sim, mas o concurso, não creio. Sobre o YCC eu não sei ainda, pois vou participar agora pela primeira vez. Porém, como já acompanhei a Si tanto na edição brasileira quanto na internacional, posso dizer que assim como tem tudo para ser ótimo, tem tudo para ser ruim... é só tomar cuidado com os erros que já ocorreram e os que podem ocorrer. Tirando isso, acho muito legal das duas competições ter essa interação entre os participantes, mesmo que de formas diferentes.

CB - Ainda nesse assunto, você se encaixa mais na parcela que considera o cosplay uma diversão, ou na que o enxerga como uma competição?
Vitor - Olha, eu diria que isso é meio "Jedi" sabe? (risos) Porque o certo é um equilíbrio saudável, mas muitas pessoas acabam indo para o lado negro, que é só pensar em competir, aparecer e desbancar os outros, ou um lado bem mais legal, que é o lado só da diversão, mas que nem sempre acaba recebendo seu valor. Acho que um equilíbrio em tudo seria legal, para que não se acabe virando uma pessoa super orgulhosa com suas vitórias, conquistas, popularidade e sucesso, e deixando estes fatores subirem à cabeça! (risos)

CB - Sobre sua atuação no Cosplay4Fun, como entrou em contato com o grupo?
Vitor - Bom, eu sou um dos membros fundadores do grupo, convidado pela minha grande amiga Christiane Lameira (Chris Kishu), que tinha uma idéia de montar um novo grupo de Teatro Cosplay. Como já tínhamos contato, foi mais fácil, e desde então faço parte desse excelente grupo (que é uma família, praticamente)!

CB - O que acha do trabalho do grupo como um todo? Qual personagem é seu favorito?
Vitor - Eu acho que é algo que muitas vezes cansa (como no caso de uma das peças, "Quem Matou Seiya?", em que troco de roupa 2 vezes, risos). Mas também acho que o trabalho é mais do que gratificante, muito diferente das competições; é algo bastante prazeroso, também. Fiz um ano de teatro, mas não achei que era o que eu realmente queria, até encontrar essa oportunidade de conciliar teatro e cosplay. Quanto ao personagem favorito, é uma boa pergunta! Eu diria que é o Flash, mesmo, juntamente com o Teatro da Liga da Justiça; marcaram muito com várias piadas e comentários. Realmente adoro o personagem, sempre gostei dele. Eu me sinto uma criança realizada! (risos)

CB - Que conselhos você dá para quem começou agora e quer chegar no mesmo patamar que você?
Vitor - Bom, primeiro é para gostarem mesmo do personagem, para ficarem mais seguros no palco caso sejam super tímidos como eu! (risos) Também recomendo que tenham um certo dinheiro e paciência, porque esse hobby demanda alguma quantia! Não desistam e façam sempre o que gostam. Mesmo assim, se forem para competir e não ganharem, tudo bem! Vocês tentaram, sentiram-se orgulhosos com seu cosplay novinho ou sua apresentação orgulhenta. E se vocês conseguirem, a felicidade de qualquer colocação que seja é algo inexplicável. Então, mesmo que vocês que estão começando agora vejam que tem muito cosplayer bom e apelão, não deistam, não tenham medo, somos todos iguais com certeza, só que cada um do seu jeito!

CB - Para terminar, o que você gostaria de dizer para quem está lendo essa entrevista?
Vitor - Obrigado pela paciência de terem lido tudo (espero, risos)! Parte de mim é isso que vocês leram. Também gostaria de pedir que, se gostaram de alguma apresentação, ou de alguma parte dela, não só minha, mas de qualquer cosplayer, vocês, fãs, cosplayers, ou só alguém de passagem, vão até o cosplayer e expressem sua opinião sincera, pois é algo MUITO gratificante! Não é só para os juízes que os cosplayers atuam; também é para o público. Beijos e abraços, nós nos vemos no próximo evento!

 

Revisão por: Miyazawa

Atualizado em ( 10-Mai-2008 )
 
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