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Lançado no final do ano passado, livro da cosplayer top Giorgia Vecchini conta com participação dos brasileiros Thaís “Yuki” Jussim e Marcelo “Vingaard” Fernandes.
Diz o ditado que “a ocasião faz o ladrão”. No caso de Giorgia Vecchini, a ocasião fez um inédito trabalho na Itália (e possivelmente no mundo ocidental), com seu livro Fenomenal Cosplay.
A oportunidade surgiu num jantar em que a cosplayer esteve, após uma convenção em Lanciano (pequena cidade da região de Abruzzo, no centro da Itália), quando ao seu lado sentou Alessandro Bottero, um famoso editor de Roma.
O que começou apenas numa conversa informal sobre cosplays nacionais e internacionais acabou com Giorgia sendo responsável por fazer um livro sobre o assunto.
À primeira vista, pode parecer que Fenomenal Cosplay trata-se apenas de um book pessoal de fotos de Vecchini, mas não: é muito mais do que isso. É uma obra que tem como intenção mostrar o hobby para quem o conhece e para quem não o conhece, com textos explicativos e opinativos, sem jamais, porém, cair no tecnicismo chato e preconceituoso de “especialistas” do assunto, nem no lado “fanboy-êsco” dizendo que cosplay é o melhor dos hobbies. A linguagem utilizada é, nas palavras da autora, “(...) sem blábláblá técnico nem digressões sem sentido. Uma descrição limpa e clara do que é cosplay, visto dos mais variados ângulos possíveis”.
Além, claro, de ser recheado de maravilhosas fotos.
O livro começa com dois textos introdutórios: um produzido por Alessandro Bottero e outro pela própria Giorgia Vecchini. Depois, todo o restante é divididos nas seguintes seções: Anime & Mangá, Disney & Desenhos, Anos Oitenta, Quadrinhos & Filmes, Videogames e Cosplay Star, com cada seção também contando com um pequeno texto introdutório (todos de autoria da cosplayer).
Muitas das mais de 100 fotos contidas (em especial dos cosplayers italianos) foram tiradas especialmente com a finalidade de serem publicadas no livro.
Produzir o livro, conta Vecchini, não foi fácil por conta do curtíssimo prazo. Desde o “sinal verde” da editora até o prazo para que ele fosse lançado - na Lucca Comics & Games, maior evento da Itália, que ocorre no final de setembro -, foi apenas cerca de 20 dias.
“Eu tive 20 dias para arrumar tudo, desde entrar em contato com os cosplayers para marcar os ensaios fotográficos, desde recrutar os cosplayers internacionais para enviarem as fotos, até cortar os textos para lutar contra os designers gráficos...”
A primeira dificuldade foi com as fotos dos cosplayers, em especial dos homens, que, de modo curioso, segundo a autora, não costumam ter boas fotos em termos de qualidade e de pose. Desse modo, algumas fotos tiveram que ser feitas com a pura finalidade de ilustrar o livro.
Porém, por limitações orçamentárias, ela não podia pagar para que os cosplayers fizessem as fotos. Portanto, relata, “cosplayers que vieram para essa sessão fotográfica o fizeram de boa vontade e boa fé, apenas se morassem perto da locação escolhida (para o ensaio) e não tivessem problemas com seus empregos”. O local escolhido foi o Parque Sigurtà, o maior parque da Europa, e o ensaio foi encabeçado por Demis Albertacci e Bruno Sturman, dois renomados fotógrafos da Itália.
Àqueles que não puderam comparecer à sessão, foram requisitadas fotos a serem enviadas depois. Giorgia conta que teve que “ficar em cima” dos cosplayers para que agilizassem as fotos por conta do prazo apertado, mas hoje faz questão de se desculpar por isso.
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